A Felicidade

Reflexões em Maio 6, 2010 2 Comentários

A felicidade é algo que se pode crer depender de um objectivo a atingir, mas não depende.
A felicidade é algo que muitos pensam poder encontrar em alguém ou em alguma coisa, mas não pode.
A felicidade é algo que se julga estar apenas ao alcance de alguns eleitos, mas não está.
A felicidade é algo que se pode procurar em todos os lugares do mundo, mas não será encontrada.

A felicidade é ser feliz agora, com tudo o que se tem e que não se tem.
A felicidade é um estado de alma.

Ou se é feliz, ou não se é.

HL

2 Comentários para “A Felicidade”

  1. Jane Doe diz:

    A psicologia humana é das coisas mais fascinantes que existe. Porque é que só questionamos se somos felizes quando não nos sentimos felizes?
    Quando não sabemos muito bem explicar uma determinada situação temos tendência a atribuir-lhe uma explicação que transcende os parametros normais da física. E essa explicação aparece neste post: “A felicidade é um estado de alma.” Será? Não concordo nada. A sensação de felicidade surge com a libertação de endorfinas. Assim, sempre que ocorre um evento com determinadas características, dá-se a libertação de endorfinas e consequentemente a sensação de felicidade. As características dos eventos que despoltam esta ocorrência não são semelhantes em todos os organismos, cada evento é relativamente significativo dependendo da importância que atribuímos às coisas.
    Há, ainda, eventos que inibem a libertação de endorfinas, o que nos leva experimentar sensações de infelicidade. Deste modo, posso concluir que todos os seres humanos são altamente dependentes da endorfina. E que, comparativamente a um toxicodependente, quando os níveis de endorfina estão baixos, há uma necessidade de reestabelecer esses níveis. É por isso que só nos lembramos que não estamos felizes quando não estamos felizes.
    Se a felicidade depende da endorfina e se conseguissemos medir a quantidade de endorfina libertada ao longo dos tempos, saberiamos exactamente quão felizes eramos.
    Outro aspecto interessante desta visão sobre a felicidade, é que nos torna parcialmente responsáveis pela nossa felicidade. Somos nós que temos de procurar situações que nos provoquem felicidade e não esperar pelo acaso para sermos felizes.

  2. Hugo Laibaças diz:

    Cara Jane,

    Concordo com muitas das coisas que referiu no post, mas não com tudo… Efectivamente, as endorfinas condicionam muito o nosso estado físico e mental, dado que estão intimamente relacionadas com a sensação de prazer e bem-estar.

    Mas, será a felicidade apenas uma forma de prazer e bem-estar? Não será mais do que isso? Existem pessoas que vivem vidas em condições muito adversas, e apesar disso sentem-se felizes. Outras há que parece que têm tudo, mas sentem-se profundamente infelizes. Poderemos nós reduzir esta questão apenas ao domínio biológico? Será que só o nosso corpo tem uma palavra a dizer? Não creio…

    Sem dúvida que “a psicologia humana é das coisas mais fascinantes que existe”. É verdade, é muito fascinante. Mas, será que conseguimos compreender todos os segredos por detrás dessa psicologia humana? Estará a psicologia humana apenas relacionada com o ser biológico e sua química?

    Existe uma vertente do ser que não é biológica, mas energética. Compreender o Ser Humano de uma forma holística, pressupõe compreender estas duas vertentes. Tal como existem diferenças na biologia (i.e., fisiologia) dos seres, também as há a nível energético. Ambas devem estar em equilíbrio para que possamos desfrutar das reais sensações de prazer e bem-estar, de felicidade.

    As diferenças entre a componente biológica e energética dos seres são infindáveis. Uma dessas diferenças é que o ser biológico é efémero, o energético não. Em última instância, e acima de tudo, nós somos o que temos gravado na nossa matriz energética, que se sobrepõe a tudo o resto. Por esta razão afirmo, e reafirmo, que a felicidade é um estado de alma, ou seja, se enquanto ser energético nos sentirmos felizes, isso superará tudo o resto.

    Aquilo que “transcende os parâmetros normais da física” não deixa de ser física, apenas não temos tão boa compreensão desses parâmetros. Existem muitas coisas que no passado transcenderam os parâmetros normais da física, mas actualmente já não. A física continua a mesma, nós é que passámos a compreende-la melhor.

    O que não nos faltará descobrir…

    Cada um de nós é totalmente repsonsável pela sua felicidade, ou infelicidade. Neste ponto estamos totalmente de acordo. Devemos lutar para mudar aquilo que achamos que não nos proporciona felicidade, porém, nem tudo o que desejamos pode ser concretizado. Há aquilo que procuramos e encontramos, mas também há aquilo que encontramos sem procurar. Tema para outra conversa :-)

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